Jogo de professora da Baixada Fluminense reúne pessoas longe das telas

Foto: Divulgação

Muito antes de bares com jogos de tabuleiro virarem ponto de encontro, eventos temáticos lotarem agendas e imersões offline se espalharem pelo país, a psicóloga e professora universitária Fátima Antunes, que atua na Baixada Fluminense, já apostava em uma ideia simples e poderosa: reunir pessoas em torno da conversa, da escuta e da reflexão, longe das telas.

Foi assim que nasceu o Papo Cabeça, jogo analógico criado a partir da prática profissional de Fátima Antunes, que atua há 30 anos na área de Recursos Humanos, é mestre em Psicologia Social e especialista em gerenciamento do estresse. A ideia surgiu quando, durante um treinamento, ela sentiu falta de um recurso que estimulasse o diálogo de forma objetiva, leve e, ao mesmo tempo, profunda. “Eu queria algo que abrisse espaço para conversas reais, com diferentes possibilidades de interpretação, sem respostas prontas”, conta a psicóloga.

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O Papo Cabeça funciona a partir de frases de pensadores importantes da história, que servem como disparadores para reflexões sobre temas como autoconhecimento, emoções, tomada de decisão, orientação de carreira, relacionamentos e propósito. A dinâmica pode ser aplicada de forma individual ou em grupo, tanto em contextos terapêuticos quanto educacionais, corporativos ou de desenvolvimento pessoal. Segundo Fátima, a simplicidade é um dos grandes trunfos do jogo. “Ele é fácil de aplicar, não exige tecnologia e cria um ambiente de troca muito rico. A partir de uma frase objetiva, a pessoa acessa sua própria subjetividade”, explica.

Em tempos em que pesquisas apontam que brasileiros passam mais de nove horas por dia diante de telas e especialistas alertam para os impactos desse excesso, como ansiedade, dificuldade de concentração e impulsividade, os jogos analógicos voltaram a ganhar espaço como alternativas de convivência e bem-estar. Não por acaso, pipocam pelo país as chamadas luderias, espaços que unem bar, restaurante e jogos de tabuleiro, com encontros temáticos, clubes de assinatura e até imersões totalmente offline.

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Esse movimento reforça algo que Fátima já observava na prática: a necessidade de experiências presenciais, que favoreçam o foco, a escuta e a interação humana. “Mesmo não sendo digital, os jovens se identificam rapidamente com o Papo Cabeça. O celular fica de lado e a conversa acontece”, destaca. Além do uso terapêutico, o jogo tem sido um aliado importante em processos de orientação profissional, ajudando adolescentes e adultos a refletirem sobre escolhas, valores e caminhos possíveis. “Ele cria lacunas para o diálogo, para pensar possibilidades e ampliar o olhar sobre um mesmo tema”, avalia a psicóloga.

O Papo Cabeça pode ser utilizado por psicólogos, educadores, orientadores de carreira, empresas e também por grupos interessados em promover conversas mais profundas e significativas. O jogo está disponível nas plataformas digitais e pode ser aplicado em consultórios, escolas, treinamentos, workshops ou encontros em grupo. Enquanto bares, cafés e espaços lúdicos se multiplicam como refúgios analógicos em meio à avalanche digital, o Papo Cabeça segue fiel à sua essência: mostrar que, antes de qualquer tabuleiro, a melhor jogada continua sendo o diálogo.

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