Violência obstétrica entra em pauta em Belford Roxo com participação da Deam e profissionais da Maternidade Municipal

Foto: Jeovani Campos

A Secretaria Municipal de Saúde de Belford Roxo, por meio da Vigilância Epidemiológica, promoveu, nesta terça-feira (07/04), um encontro voltado ao debate sobre violência obstétrica. A atividade reuniu profissionais da saúde e da segurança pública para discutir práticas, desafios e caminhos para o enfrentamento desse tipo de violência.

A mediação ficou por conta de Cristina Macedo, psicóloga e especialista em impactos da violência na saúde, responsável técnica do Núcleo Municipal de Prevenção à Violência e Promoção da Saúde (NMPVPS). A abertura contou com a palestra da psicóloga Maria Luiza Corrêa, do Hospital da Mulher Heloneida Studart, que abordou o conceito de violência obstétrica e apresentou exemplos de atitudes de profissionais que podem ser consideradas violentas, destacando seus impactos no cuidado às pessoas que estão gestando.

Bate-papo com a delegada

Na sequência, foi realizado um bate-papo com a delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Belford Roxo. Durante a conversa, ela destacou o papel estratégico da rede de saúde no enfrentamento à violência. “A Saúde é uma das portas de entrada de violência da mulher”, resumiu Bárbara Lomba.

Robson Tardivo e Barbara Lomba (Foto: Jeovani Campos)

A pediatra Sanitarista Rosane Laeber também contribuiu com a discussão, trazendo a perspectiva do atendimento clínico. Ela abordou situações recorrentes no ambiente da maternidade, como dificuldades no processo de amamentação e os desafios enfrentados pelas equipes no acolhimento de pessoas.

O encontro contou com a presença do secretário especial de saúde, William Cabral; do coordenador da Vigilância Epidemiológica, Robson Tardivo; além de integrantes da nova maternidade municipal e da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher, da Criança, do Adolescente e do Idoso (Daismca).

Relevância das notificações

Questionada sobre a importância dos dados relacionados à violência obstétrica, a delegada destacou a relevância das notificações para a Polícia Civil. “As notificações sobre violências obstétricas nos ajudam a enumerar os casos e, depois, detalhar dentro do fenômeno qual é a prática, em que locais, em que data, qual é o segmento dessas mulheres, sociais, faixa etária. Assim, a gente tem parâmetros de medição e consegue desenvolver políticas”, declarou a delegada.

Após o bate-papo, a delegada realizou uma visita às novas instalações da Maternidade Municipal de Belford Roxo, acompanhada pela equipe, conhecendo de perto a estrutura e os serviços oferecidos à população.

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