Prêmio BIC reconhece produções independentes e reforça a identidade cultural da Baixada Fluminense

Foto: @ilovecamerinha

A cena cultural da Baixada Fluminense teve mais um momento de reconhecimento coletivo no último domingo (25), com a realização da terceira edição do Prêmio BIC – Melhores da Baixada Fluminense, em São João de Meriti. A premiação reuniu artistas, produtores, coletivos e público para celebrar obras e trajetórias construídas de forma independente ao longo de 2025, reafirmando a força criativa do território.

Criado para valorizar a produção autoral e de base comunitária, o Prêmio BIC tem se consolidado como um espaço de legitimação da cultura feita na Baixada, especialmente nos campos da música, do audiovisual e da cultura urbana. Em uma região historicamente responsável por alimentar a cena cultural do estado, mas ainda pouco reconhecida nos grandes circuitos, a premiação atua como registro simbólico e político dessa produção.

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A cerimônia aconteceu no Espaço BIC, em Coelho da Rocha, ambiente cultural independente que abriga e estimula a ocupação artística do território. O local recebeu apresentações, homenagens e a participação expressiva do público da Baixada, mantendo o caráter coletivo que marca o projeto desde a primeira edição.

Entre os destaques da noite, o prêmio de Videoclipe do Ano ficou com Belford Roxo, de Maskotte, enquanto Filme do Ano foi concedido a Memória das Águas, de Catu Rizo, obra que dialoga diretamente com memória, território e vivências locais. Na música, Perigo Noturno, de Lettie, levou o prêmio de Música do Ano, e A Filha da Empregada, de Afrodite BXD, Dayô, Machadez e Taleko, foi reconhecida como Composição do Ano.

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No rap e na cultura urbana, Maxambomba, de Bruno Zen, foi eleito Álbum Rap do Ano, enquanto MC de Batalha do Ano ficou com Zeca Passarin e DJ do Ano com Suave Preta. O prêmio de EP do Ano foi para De Novo, de Crioula, e o reconhecimento de Artista Promessa foi concedido a Mah. Já o título de Artista do Ano foi atribuído a Kalebe e Pain (lê-se PeiN), refletindo a diversidade estética e de trajetórias presentes na cena local.

Também foram premiados Melodia & Barulho, como Álbum do Ano, Inteira, de Aryelle, como Álbum Destaque Baixada, a colaboração Rap Sem Refrões e Pontes, PT II, de Xari, Rojão, Marcão Baixada e Ondapesa, como Colaboração/Feat do Ano, e Vinivi, como Beatmaker/Produtor Musical do Ano.

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Prêmio BIC

Idealizado por Jéz e realizado pelo Coletivo Cena BXB, o Prêmio BIC surgiu para dar visibilidade a produções que circulam, majoritariamente, dentro da própria Baixada Fluminense. Ao reconhecer artistas, obras e agentes culturais do território, a premiação ajuda a registrar uma cena que existe, produz e se renova, mesmo fora dos grandes circuitos culturais do estado.

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Vencedores

  • Videoclipe do Ano: Belford Roxo – Maskotte
  • Filme do Ano: Memória Das Águas – Catu Rizo
  • Mc de Batalha Do Ano: Zeca Passarin
  • Dj do Ano: Suave Preta
  • Música oo Ano: Perigo Noturno – Lettie
  • Artista do Ano: Kalebe
  • Ep do Ano: De Novo – Crioula
  • Álbum Rap do Ano: Maxambomba – Bruno Zen
  • Composição do Ano: A Filha Da Empregada – Afrodite Bxd, Dayô, Machadez, Taleko.
  • Artista do Ano: Pain (Lê-Se Pein)
  • Colaboração/Feat do Ano: Rap Sem Refrões E Pontes, Pt Ii – Xari, Rojão, Marcão Baixada, Ondapesa
  • Álbum do Ano: Melodia & Barulho
  • Álbum Destaque Baixada: Aryelle – Inteira
  • Beatmaker/Produtor Musical: Vinivi
  • Artista Promessa: Mah

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