Primeira edição do Café Literário fortalece a cena cultural em São João de Meriti

Foto: Gilberto Rocha

A literatura produzida na Baixada Fluminense ganhou espaço de debate e encontro no último sábado (28), com a realização da primeira edição do Café Literário “Sente o Clima”, em São João de Meriti. O evento, realizado no auditório do Sesc, no Centro, reuniu escritores, leitores e agentes culturais em torno de uma questão central: como dar visibilidade à produção literária que nasce no próprio território.

Promovido pela Prefeitura, por meio das secretarias de Cidadania e Direitos Humanos e de Cultura e Turismo, em parceria com a Feira Literária dos Subúrbios (FLIS), o encontro teve como tema “Sou Meritiense: Vozes do Território e Pertencimento”. A proposta foi discutir identidade, memória e as experiências de quem vive e produz na cidade.

Foto: Gilberto Rocha

A programação começou com a apresentação da banda meritiense Gente Estranha no Jardim, antes de dar lugar à roda de conversa mediada pela idealizadora do projeto, Débora Amorim. O debate reuniu autores da região e representantes do poder público para refletir sobre os desafios e caminhos da cena literária na Baixada.

Entre os participantes estavam a vice-prefeita e secretária municipal de Cidadania e Direitos Humanos, Dra. Letícia Costa; a subsecretária de Cultura, Anatiely Barbosa; Wesley Teixeira, articulador social da Baixada; o presidente da Academia de Letras e Artes de São João, Ney Santos; e o pastor Jorge Costa, assistente da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Foto: Gilberto Rocha

Durante o encontro, o tema do pertencimento apareceu como ponto de partida para pensar a literatura local. “O pertencimento é se reconhecer nesse território e se fazer presente. Com a participação da sociedade, o poder público consegue realizar entregas mais efetivas e transformar realidades”, destacou a vice-prefeita Dra. Letícia Costa.

A iniciativa também aponta para um movimento mais amplo de valorização da produção cultural da Baixada. “Queremos colocar a Baixada Fluminense em evidência no cenário nacional por meio da literatura. Temos grandes talentos aqui”, comentou Débora Amorim.

Foto: Gilberto Rocha

Para Jorge Costa, o momento é de fortalecimento desse campo na cidade. “Essa movimentação na literatura é algo muito positivo para a cidade. Precisamos fortalecer cada vez mais ações culturais que incentivem novos leitores e escritores”, relatou.

Além do aspecto cultural, a discussão também tocou no impacto econômico da literatura local. O escritor Diogo Santana, responsável pela livraria Córdula, no Centro, destacou a importância da circulação dessas obras. “A divulgação das obras dos autores locais amplia o alcance desses trabalhos, dentro e fora do município, e contribui também para a valorização econômica desses profissionais”, explicou.

Foto: Gilberto Rocha

Ao reunir diferentes vozes em torno da literatura, o Café Literário aponta para um movimento que vai além do evento em si. Em uma cidade onde a produção cultural muitas vezes enfrenta dificuldades de visibilidade, encontros como esse ajudam a construir rede, fortalecer identidade e abrir espaço para quem escreve a partir da Baixada.

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