Vinicius Cozzolino vai incluir o Dia de Nossa Senhora de Fátima no calendário oficial do RJ

Foto: Divulgação

A fé que atravessa gerações e renova a esperança de milhões de pessoas pode ganhar um reconhecimento oficial no Estado do Rio de Janeiro. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (21), em primeira discussão, o Projeto de Lei nº 7019/2026, de autoria do deputado estadual Vinicius Cozzolino (PSD), que inclui o dia 13 de maio, dedicado a Nossa Senhora de Fátima, no calendário oficial fluminense.

A proposta busca reconhecer a importância histórica, cultural e religiosa da devoção a Nossa Senhora de Fátima, que reúne milhões de fiéis em diferentes partes do mundo e mantém uma presença significativa nas comunidades fluminenses.

Para o deputado Vinicius Cozzolino, a iniciativa representa o reconhecimento de uma tradição que atravessa gerações e faz parte da história de muitas famílias do estado.

“Nossa Senhora de Fátima representa fé, esperança e paz para milhões de pessoas. Ao apresentar esse projeto, queremos reconhecer uma devoção que faz parte da vida de tantas famílias fluminenses, respeitando a liberdade religiosa e valorizando a história e as tradições das nossas comunidades”, destacou o parlamentar.

Foto: Alex Ramos

A devoção a Nossa Senhora de Fátima teve origem em Portugal, em 1917, quando três crianças — Lúcia, Francisco e Jacinta — relataram aparições da Virgem Maria na localidade de Cova da Iria, em Fátima. A mensagem de oração e paz difundiu-se internacionalmente, transformando o local em um dos principais centros de peregrinação da Igreja Católica.

No Rio de Janeiro, essa tradição também está presente na história da capital fluminense. Localizado no Centro da cidade, o Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora de Fátima tornou-se referência de fé e devoção, com forte participação da comunidade portuguesa. Em diferentes municípios do estado, paróquias, procissões e celebrações mantêm viva essa expressão religiosa. Em Magé, a devoção também integra a vida das comunidades, com a presença da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Vila Nova.

Segundo Cozzolino, o reconhecimento oficial não representa a imposição de uma crença, mas a valorização de uma manifestação religiosa com relevância social e cultural.

“O poder público não precisa compartilhar da fé de cada cidadão para respeitá-la. Em uma sociedade democrática, é fundamental reconhecer a diversidade de crenças e a importância das tradições que ajudam a construir a identidade da nossa população”, afirmou.

Com a aprovação em primeira discussão, o projeto ainda precisa passar pela segunda discussão na Alerj para concluir sua tramitação legislativa.

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