FLIDUC encerra primeira edição com Milton Cunha e celebra literatura, samba, carnaval e diversidade 

Foto: Olivério Roberto

A 1ª Festa Literária de Duque de Caxias (FLIDUC) chegou ao fim neste sábado (26) com uma programação marcada pela literatura, música, dança, diversidade e pela presença de grandes nomes da cultura brasileira. Durante quatro dias, a festa ocupou a Praça do Pacificador, o Teatro Municipal Raul Cortez e a Biblioteca Municipal Leonel de Moura Brizola, reunindo leitores, escritores, artistas, estudantes e famílias.

O grande destaque do último dia foi a mesa “Samba e Carnaval: enredos, crônicas, estética e identidade”, que reuniu Milton Cunha e Antônio Gonzaga, carnavalesco da Grande Rio, além de Yasmin Menezes, diretora do Departamento Cultural da Acadêmicos da Grande Rio, e Gabriel Gomes, responsáveis pela mediação do bate-papo.

Foto: Olivério Roberto

A atividade contou ainda com a participação dos Pimpolhos da Grande Rio, que fizeram uma apresentação especial antes da palestra de Milton Cunha, levando o universo do samba e do carnaval para o palco da FLIDUC. O Grupo Luar – Ballet também integrou a programação do Teatro.

Durante a participação, Milton Cunha destacou a relação entre carnaval, narrativa e literatura e celebrou a realização da Festa Literária:

“A procissão carnavalesca pela escola de samba é uma narração em procissão festiva, se deslocando perante o leitor, que é quem está assistindo. A leitura passou a ser o controle de significado e significante, a significação do signo visual. A literatura sempre é um celeiro de grandes histórias e imaginação. Glória e esplendor para essa feira literária, que está pronta para querer mais outras coisas, grandes coisas. Só de ter Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro e ainda homenagear Ana Maria Gonçalves, que são três mulheres estelares e absurdas. Aplausos!”

Foto: Olivério Roberto

No Palco Praça, o último dia começou com a apresentação da Orquestra Som Que Transforma, projeto social que oferece aulas gratuitas de música para crianças e adolescentes, utilizando a arte como ferramenta de transformação social.

A programação do espaço também contou com a mesa “As outras margens da literatura: escritas LGBTQIAPN+”, com Victor Marques, Yulle e Rina Rodriguez, e mediação de Marlon Souza.

Foto: Olivério Roberto

Outro destaque foi a mesa “Entre a literatura e o autismo: maternidade, identidade e narrativas”, com Malu Miranda, Fabiana Esteves e Isis Esteves, sob mediação de Thays Andrade, trazendo para o centro do debate experiências, vivências e diferentes formas de representação na literatura.

No Palco Biblioteca, o público acompanhou outras mesas e atividades que ampliaram as discussões sobre literatura, diversidade, inclusão e o papel da leitura na sociedade.

Foto: Olivério Roberto

Grandes nomes e mais de 100 escritores

Ao longo dos quatro dias, a FLIDUC recebeu nomes de destaque da cultura brasileira, como Djamila Ribeiro, Bia Bedran, Conceição Evaristo e Elisa Lucinda, que participaram de diferentes momentos da festa.

A programação também valorizou a produção literária local e regional. Mais de 100 escritores passaram pelos estandes, apresentando, vendendo e autografando suas obras, ao lado de editoras e iniciativas voltadas à promoção do livro e da leitura.

Foto: Olivério Roberto

Entre o público que prestigiou o evento esteve Rosane Rangel, de 64 anos, professora e orientadora pedagógica de Caxias. Moradora do Rio de Janeiro, ela fez questão de participar da FLIDUC e destacou a diversidade da programação.

“Foi uma experiência maravilhosa. Eu amo literatura sendo apresentada de forma diversa que está aqui, trazendo não só literatura canônica, mas a literatura popular. É importante e muito interessante para possibilitar o maior acesso das pessoas ao livro, aos estudos, à poesia falada. A juventude está produzindo muita literatura contemporânea. A FLIDUC está sendo uma iniciativa maravilhosa, foi um prazer enorme participar, não só como professora ligada a Letras, que é minha formação, mas também como leitora que sou desde criança. É muito bom ver jovens, crianças e adultos, todo mundo compartilhando o mesmo espaço”, afirmou.

Foto: Olivério Roberto

Para Camila Portes, uma das realizadoras da FLIDUC, o encerramento representa a realização de um projeto que nasceu com o objetivo de aproximar a literatura do público e valorizar a produção cultural da Baixada Fluminense.

“A FLIDUC nasceu com o desejo de aproximar a literatura das pessoas e mostrar a potência cultural de Duque de Caxias e da Baixada. Encerrar essa primeira edição vendo tantos autores, artistas, crianças, jovens e famílias ocupando nossos espaços é uma emoção enorme. Plantamos uma semente e esperamos que ela cresça cada vez mais, com muitos outros encontros, livros, histórias e oportunidades”, disse.

A 1ª Festa Literária de Duque de Caxias (FLIDUC) foi realizada por ML Produções e Camila Portes Eventos, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com apoio da Prefeitura de Duque de Caxias e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

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