O deputado federal Reimont (PT-RJ) fez um duro pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados do Brasil ao comentar a morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma ação policial no Rio de Janeiro. Para o parlamentar, o caso evidencia o fracasso da política de segurança pública conduzida pelo governador Cláudio Castro (PL).
Em seu discurso, Reimont afirmou que a morte da médica não pode ser tratada como um episódio isolado, mas como consequência de um modelo de segurança que, segundo ele, tem produzido tragédias e colocado em risco a vida de cidadãos inocentes.
“O Estado que deveria proteger matou. Não podemos aceitar que vidas sejam interrompidas por uma política de segurança marcada pela banalização da violência”, afirmou o deputado.
Reimont criticou o que considera falhas graves na condução das operações policiais no estado e apontou a necessidade de protocolos mais rigorosos e planejamento nas ações de segurança.
Para ele, segurança pública não pode ser confundida com violência descontrolada. “Segurança pública é proteger a vida. Quando uma política produz mortes evitáveis, ela precisa ser revista com urgência”, declarou.
O parlamentar também cobrou rigor na investigação do caso e transparência por parte do governo estadual. Segundo ele, é fundamental que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas e que eventuais responsabilidades sejam apuradas.
“É preciso responsabilização. A sociedade e a família da vítima merecem respostas. Não podemos permitir que tragédias como essa se repitam e sejam tratadas como rotina”, concluiu.
O pronunciamento repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o modelo de segurança pública adotado no Rio de Janeiro, especialmente em relação à condução de operações policiais e à proteção da população civil.
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