No mês do Historiador, equipe do colégio Elite celebra ouro estadual e se prepara para a grande decisão na Unicamp, provando o poder transformador da educação.
Em um mês marcado pelo Dia Nacional do Historiador, celebrado em 19 de agosto, um grupo de jovens estudantes do colégio Elite, unidade de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, tem um motivo duplo para celebrar. Após conquistarem a medalha de ouro na etapa estadual, os alunos carimbaram o passaporte para a grande final presencial da prestigiada Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), que acontecerá no dia 29 de agosto, na Unicamp, no interior de São Paulo.
Reconhecida como uma das competições científicas mais prestigiadas do país, a ONHB exige dos estudantes enorme capacidade interpretativa e habilidades para análise de fontes históricas.
A relevância desses eventos é muito maior do que a maioria das pessoas imagina: segundo o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), o Brasil tem hoje cerca de 130 olimpíadas científicas ativas, desde competições de matemática e astronomia até história e linguagens. No ano passado (2025), mais de 26 milhões de crianças e adolescentes participaram dessas provas.
“As olimpíadas mostram, desde cedo, que esforço e resiliência geram conquistas e quem participa das competições desde o Ensino Fundamental, chega ao vestibular com anos de treino em organização, concentração e gestão da ansiedade”, afirma Marcelo Tavares, Diretor Pedagógico do Elite.
Para o professor da rede e orientador da equipe, Ulysses Oliveira, a jornada é um divisor de águas na vida dos alunos: “A ONHB transforma anualmente o meu atuar enquanto docente, aproximando os alunos da construção do conhecimento científico. Foi bonito demais ver aqueles ‘mini historiadores’, pensando, refletindo, criticando e se dando a liberdade de sair do comum, do usual do que se acostumaram a fazer na vida escolar”, reflete o educador.
Para Ulysses, a conquista tem também um sabor especial de ciclo que se fecha: ele próprio participou da 5ª edição da ONHB em 2013, quando era aluno da mesma rede de ensino. Hoje, no papel de mentor, ele destaca o privilégio de guiar jovens de 17 anos — imersos nas pressões e ansiedades do ano de vestibular — tanto na exigente técnica de análise documental de época quanto no suporte emocional. O resultado vitorioso, segundo o professor, só foi possível graças a um esforço coletivo da comunidade escolar e ao suporte integral da diretoria e coordenação da unidade.
Do lado dos alunos, a classificação foi o ápice de meses de dedicação meticulosa. A disciplina rendeu frutos. A equipe relembra que, na noite em que a classificação foi divulgada, a ansiedade deu lugar a uma “felicidade absurda e aliviadora”, celebrada imediatamente através de uma chamada de vídeo em grupo. “O apoio emocional que nosso orientador nos deu e nos dá fez uma diferença gigante para acalmar nossas expectativas e realizar a Olimpíada com mais tranquilidade”, destacou Ana Julia Saint Martin, uma das competidoras da terceira série.
Além da celebração acadêmica, há um profundo orgulho geográfico e social permeando a conquista. Representar a Zona Norte carioca em uma decisão de nível nacional em São Paulo é visto pelos jovens finalistas como uma verdadeira missão coletiva. “Temos a consciência de que não estaremos lá só por nós, mas pela nossa escola, nossa família e por toda nossa rede de apoio. Levar o nome de Madureira para a final da ONHB será uma forma de retribuir e exaltar todos os que vieram antes da gente e com a gente”, completou Daniel Nunes, também integrante da equipe classificada.
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