Iniciativa sem fins lucrativos quer, agora, aumentar o número de pacientes de 130 para 200
Depois do efeito borboleta, vem o andorinha: é assim que pode-se dizer da assistente social Aline Botelho, que toca o projeto de 130 neurodivergentes com apenas ajuda de voluntários no bairro do Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A ideia do projeto começou apenas com Aline em 2024 e, desde setembro de 2025, após uma parceria firmada com a OSC chamada ORES ganhou a Casa TEA após a doação do imóvel feito por uma mãe que tinha uma filha com autismo.

Hoje, o espaço passou a acolher cerca de 130 famílias que buscam terapias gratuitas para crianças neurodivergentes de forma diferenciada, onde cada criança/adolescentes e jovens, possam encontrar seu diferencial, que ainda inclui atendimento aos pais, especialmente mães solteiras. Ainda há pretensão de expandir a rede e também agregar as aproximadamente 70 pessoas que aguardam na fila de espera.
Aline Mathias explica que o projeto consiste em três subprojetos, pois, para a especialista, o tratamento tem que se estender à família do neurotípico.

“Temos o Projeto Cuidar de quem Cuida, voltado às mães atípicas, promovendo autoconhecimento, apoio psicossocial; o Mães que Transformam – Confecção de Bolsas Artesanais em silk screen, onde promovemos a inclusão produtiva e geração de renda para mães atípicas. Incentivar a economia solidária e sustentável e o projeto de arte e cultura para a inclusão sociocultural de crianças e adolescentes neurodivergentes por meio de atividades artísticas e adaptadas e ambientes com acessibilidade sensorial, além de Educação Física Inclusiva Promover, por meio da Educação Física, o desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional de crianças autistas, garantindo inclusão e bem-estar”, detalha.
Para atender de forma multidisciplinar, a Casa possui voluntários capacitados que doam tempo aos que mais precisam que encontram ainda muita dificuldade de atendimento.

“O projeto busca suprir a carência de abordagens inclusivas e suporte adequado para o desenvolvimento pleno de crianças neurodivergentes e ainda visa apoiar as mães atípicas que enfrentam sobrecarga, isolamento e dificuldade na conciliação da vida pessoal e profissional” , justifica.
Direito de Resposta – OSC ORES
Em relação à matéria publicada por este veículo, Brava Baixada, que menciona a Casa Teia de Gramacho, a OSC ORES considera importante trazer alguns esclarecimentos para melhor compreensão das informações apresentadas.
Sobre as atividades desenvolvidas no espaço, esclarece-se que não há, no momento, a realização de projetos como atividades de silk, confecção de bolsas ou utilização de maquinário de costura voltados às mães atípicas.
Quanto ao imóvel onde funciona a Casa Teia, informa-se que o espaço não foi objeto de doação.
A OSC ORES destaca ainda que é responsável pelo custeio integral do local, incluindo o pagamento de aluguel, contas de luz, água e internet, IPTU, além do fornecimento de todos os materiais de consumo utilizados.
A organização reafirma seu compromisso com a transparência e com o diálogo responsável na construção de informações de interesse público.
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