Violência contra a mulher segue em níveis alarmantes na Baixada Fluminense

Foto: Banco de Imagens

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, os números da violência de gênero na Baixada Fluminense reforçam um alerta que vai além da data simbólica. Dados de registros policiais entre 2024 e 2025 mostram que, apesar de algumas oscilações entre os municípios, a região ainda convive com índices elevados de agressões, ameaças e assassinatos de mulheres.

No recorte mais grave da violência, o feminicídio, algumas cidades registraram crescimento expressivo. Em Duque de Caxias, os casos passaram de dois em 2024 para cinco em 2025. Já em São João de Meriti, o salto foi ainda mais acentuado: de um para seis assassinatos de mulheres em um ano. Municípios como Magé e Mesquita, que não haviam registrado feminicídios no período anterior, passaram a contabilizar dois casos cada.

Em outras cidades houve queda, como em Belford Roxo, que passou de três feminicídios para dois, e em Queimados, onde não houve registros em 2025 após um caso no ano anterior. Ainda assim, o panorama regional mostra que a violência letal contra mulheres continua presente em diferentes municípios da Baixada.

Outro indicador que chama atenção é o crescimento das tentativas de feminicídio, que revelam situações de extrema violência que quase terminaram em morte. Em Duque de Caxias, as tentativas passaram de nove para 19 em um ano. Nova Iguaçu registrou um aumento ainda mais significativo, saltando de uma tentativa em 2024 para 16 em 2025. Em Mesquita, os casos cresceram de um para nove.

Quando se amplia o olhar para outros crimes associados à violência de gênero — como lesão corporal, ameaça e estupro — os números se tornam ainda mais expressivos. Somadas essas ocorrências, a Baixada Fluminense registra milhares de casos por ano. Em Nova Iguaçu, por exemplo, foram mais de 8 mil registros em 2025. Duque de Caxias ultrapassou 6 mil ocorrências, enquanto Belford Roxo contabilizou mais de 3 mil.

Em alguns municípios, os registros cresceram. Nilópolis teve aumento superior a 15% no total de casos, enquanto Guapimirim registrou crescimento próximo de 20%.

Diante desse cenário, a rede de atendimento às vítimas se torna essencial. Centros especializados de apoio à mulher registraram mais de 5 mil atendimentos em 2024, muitos deles relacionados a agressões físicas. Esses equipamentos oferecem acolhimento psicológico, orientação jurídica e encaminhamento para medidas de proteção.

Os números mostram que, apesar de avanços no debate público e na legislação, a violência contra a mulher continua sendo uma realidade presente na Baixada Fluminense. Neste 8 de março, a data que celebra conquistas também reforça a necessidade de enfrentar um problema que ainda marca o cotidiano de milhares de mulheres na região.

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