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Os desafios de mulheres empreendedoras na Baixada Fluminense

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No Brasil, o número de mulheres empreendedoras só aumenta. Segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Brasileiras) a quantidade de mulheres empreendendo passa de 10 milhões no mercado e de todos os empreendedores do país, 34% são mulheres. 

Na Baixada Fluminense não é possível encontrar dados específicos de empreendedorismo feminino, mas o BRAVA BAIXADA conversou com duas moradoras de diferentes cidades, que ativaram o empreendedorismo e desenvolveram projetos rentáveis. Nathália Rodrigues de Oliveira e Cláudia de Paula contaram sobre os seus maiores desafios. 

Leia +: Canteiro Escola de Paracambi forma primeira turma de mulheres na construção civil

Nathália, hoje mais conhecida como Nath Finanças, é uma influencer que ganhou notoriedade nas redes sociais publicando conteúdos de educação financeira. Após se tornar um sucesso no meio, ela abriu um escritório em Nova Iguaçu com o objetivo de empregar moradores do município e da Baixada Fluminense. Para ela, o mais difícil foi criar algo fora do mercado de varejo. 

“Foi muito desafiador criar algo voltado para o serviço financeiro aqui, a Baixada é muito do comércio, é difícil ter acesso e de dar acesso. Até para encontrar outros empreendedores”, destaca Nath.

Já Cláudia de Paula é promotora de eventos e idealizadora da loja colaborativa Carioca Q Sou e do Espaço Cultural Ateliarte, localizados no Caxias Shopping. Segundo ela, a maior dificuldade é encontrar parceiros que incentivem os projetos. 

“Continuar levando oficinas gratuitas para as mulheres é o mais desafiador, porque a gente não tem um patrocínio direto, o Caxias Shopping é o meu maior parceiro nesse momento”, explica. 

Com as falas das entrevistadas é possível perceber que as mulheres da Baixada enfrentam diversos obstáculos na hora de encontrar parcerias para começar o próprio negócio, mas elas não só estão em busca da própria renda, como também de oferecer conhecimento, emprego e o empoderamento necessário para que outras mulheres também possam empreender e gerir sua própria empresa.

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