Casa Fluminense cobra planos de adaptação climática após ventos de mais de 100 km/h no Rio

Imagem: Reprodução

Após rajadas de vento superiores a 100 km/h atingirem o Rio de Janeiro e cidades da Região Metropolitana nesta quarta-feira (29/07), a Casa Fluminense defendeu a criação de planos integrados de mitigação e adaptação climática para os municípios da região. O episódio ocorreu após a combinação de temperaturas elevadas para o mês de julho com a chegada de uma frente fria. Até o momento informado, duas pessoas morreram. A ventania também provocou um apagão que atingiu bairros da capital e municípios do estado, interrompeu a circulação de trens e metrô e deixou sinais de trânsito sem funcionamento.

Para a Casa Fluminense, os impactos não podem ser atribuídos somente ao fenômeno climático. A organização aponta problemas estruturais que dificultam a resposta do poder público a situações de emergência na Região Metropolitana. Entre os fatores destacados estão a diferença de capacidade técnica e financeira entre os municípios, a falta de coordenação entre os níveis de governo e setores responsáveis por áreas como energia, mobilidade e Defesa Civil, além das limitações dos sistemas de monitoramento e alerta.

Segundo a organização, municípios da Baixada Fluminense, historicamente mais vulneráveis, possuem menor capacidade de resposta a emergências quando comparados à capital. A atuação isolada dos órgãos públicos também pode atrasar a adoção de medidas de contingência durante crises que atingem diferentes cidades ao mesmo tempo.

Planos metropolitanos

A Casa Fluminense defende que os planos climáticos sejam elaborados de forma articulada entre os municípios, considerando que os efeitos de eventos extremos não ficam restritos aos limites de uma única cidade.

A organização também considera necessária a participação da população na elaboração e no acompanhamento dessas políticas. A medida permitiria identificar as principais vulnerabilidades de cada território, direcionar investimentos para as áreas de maior risco e ampliar a fiscalização sobre o cumprimento das metas assumidas pelos governos.

“Sabemos que os eventos climáticos vão acontecer, temos o super El Niño se aproximando, e precisamos ter ações bem definidas para lidarmos com eles. Nesse sentido, a Casa Fluminense, ao lado de outras organizações e de lideranças de diversos territórios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, vem monitorando as gestões por meio do Painel Climático e construindo propostas de enfrentamento à crise através da Agenda Rio 2030. De todo modo, os governos locais, dentro de suas esferas de competência, devem cumprir com seus papeis, a fim de evitar que situações como essa se repitam”, afirma Luize Sampaio, gerente programática da Casa Fluminense.

Anuncie no BRAVA!
Entre em contato pelo e-mail comercial@bravabaixada.com.br e peça um orçamento.


Descubra mais sobre Brava Baixada

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *