O poder do voluntariado corporativo: quando a articulação social transforma realidades

Foto: Divulgação

Por Alexandra Calixto?Gioso, gerente de Relações Institucionais da Braskem 

Trabalhar com relações institucionais me dá a clareza diária de que o desenvolvimento de uma região passa, necessariamente, pela capacidade de criar pontes entre as empresas e a sociedade. Desde cedo, compreendi que devolver à comunidade aquilo que fortalece o coletivo é um compromisso inegociável. 

Na minha trajetória profissional na Braskem, descobri que o ambiente corporativo oferece uma ferramenta formidável para essa entrega: o voluntariado. Em um município vibrante, de forte polo industrial e repleto de potencial humano como Duque de Caxias, unir a capacidade de articulação das empresas com a força da solidariedade gera um impacto imensurável. Afinal, aproximar realidades e promover oportunidades são exercícios sustentados pelo propósito e pela empatia. 

Ter empatia vai muito além de supor o que o outro precisa; exige a habilidade genuína de escutar. No voluntariado, saímos das nossas zonas de conforto para nos conectar com realidades marcadas por desafios sociais. O propósito, por sua vez, alinha nossas competências profissionais ao bem coletivo. 

Em 2026, marco em que a ONU celebra o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, precisamos encarar esse tema com a urgência que ele exige. Se acreditarmos passivamente que a sociedade corrigirá suas desigualdades estruturais sozinha com o tempo, caminharemos a passos lentos demais. Não podemos nos dar ao luxo de esperar. 

O setor privado em Duque de Caxias e em toda a Baixada Fluminense, com sua rica diversidade de atuação e grande capacidade de mobilização, tem o potencial de antecipar em décadas as transformações sociais que a nossa comunidade demanda. 

Isso acontece na prática por meio de mentorias, diálogos comunitários e frentes de ação voluntária. Quando orientamos jovens da região e compartilhamos trajetórias, abrimos portas e desbloqueamos potenciais inimagináveis. No plano interno, o voluntariado oxigena a cultura das empresas: as barreiras tradicionais dão lugar a conexões humanas genuínas, onde a colaboração e a vontade de fazer a diferença guiam as nossas ações. 

Sei que a rotina contemporânea é exigente e que gerenciar o tempo é um desafio real. Contudo, o voluntariado não deve ser visto como mais uma obrigação pesada. Quando há propósito, o tempo ganha outro significado; ele se converte em espaço de troca, energia e renovação. 

Da mesma forma, devemos abandonar o mito de que só vale a pena agir se a contribuição for grandiosa. Gestos consistentes e atitudes simples têm um poder transformador enorme, tanto para quem recebe quanto para quem doa. Que possamos usar a força das nossas organizações para construir pontes em Duque de Caxias e em todo o Brasil. O tempo que dedicamos hoje é o futuro que aceleramos para todos.

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